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István Mészáros por (Tácito Loureiro)

O Cartógrafo do Abismo Não cantei heróis de espada ou escudo, Canto o filósofo que rasgou o véu: István, nome que, em sombras, batendo forte, Mapeou o abismo onde o sistema fez lei. Viu o Capital não como máquina fria, Mas Sistema – entranha viva, voraz, Que a seiva do mundo em cifra convertia, Sugando […]

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Redação
25/06/2025 às 15h29
István Mészáros por (Tácito Loureiro)

O Cartógrafo do Abismo

Não cantei heróis de espada ou escudo,

Canto o filósofo que rasgou o véu:

István, nome que, em sombras, batendo forte,

Mapeou o abismo onde o sistema fez lei.

Viu o Capital não como máquina fria,

Mas Sistema – entranha viva, voraz,

Que a seiva do mundo em cifra convertia,

Sugando o tempo, o suor, a paz.

“Produção Destrutiva”, seu grito ecoa,

“Metabolismo Social” em fratura :

Ordem que desordena, luz que afoga,

Raiz da crise, sem cura na estrutura.

Não basta ajustar peças no engenho antigo,

Não basta um remendo no pano rasgado.

Ele apontou: “Para Além” é o perigo,

É o salto urgente, o novo alicercado.

O Livro (nave que sulca o dilúvio)

Mostra a práxis como farol aceso:

Não destino, mas caminho coletivo,

Onde o humano forja seu próprio peso .

“Educação para Além do Capital” ,

Não fábrica de peças, mas sementeira:

Onde a consciência brota, igual e vital,

Onde o “controle metabólico” espera

Mãos que teçam a vida, não o lucro cego,

Tempo livre que floresce, não que escorre…

Um mundo onde o valor comum é o regresso,

Onde o “sistema do capital” não more.

Seu legado? Não um dogma petrificado,

Mas a bússola crítica, afiada e clara:

Que o abismo tem nome e foi cartografado,

Que a superação estrutural se prepara

Não nos céus, mas na luta concreta, diária,

Na recusa do fetiche, no grito contido,

Na construção de um chão – utopia séria –

Onde o humano, enfim, seja o sentido.

É voz que vem do vértice do desastre,

Chamando a ver a teia, o nó, o fio:

“A tarefa é total, o risco é palmo”,

“O século” é este: escolher o próprio estio.

István Mészáros: vigia do possível,

Raiz profunda que a muralha desconstrói.

Seu verso? O pensamento irresistível

Que clama: “Além!”… e em nós, o chão que brota.

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